Depois de um período de dois anos entre a preparação, negociação e a aprovação da Etapa 2 do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), 2016 foi o ano de iniciar as ações para sua implementação. Na Etapa 2 do PBH, o Brasil deverá finalizar a conversão de todas as empresas que trabalham com espuma de poliuretano rígido, uma vez que a partir de primeiro de janeiro de 2020 será proibida a importação do HCFC-141b, substância utilizada como agente de expansão na produção de espumas. A equipe de implementação do Protocolo de Montreal no Brasil também dará continuidade às ações de capacitação de técnicos de refrigeração e iniciará a conversão do setor de manufatura de equipamentos de refrigeração e ar condicionado.

O lançamento oficial da Etapa 2 do PBH aconteceu no dia 16 de setembro, juntamente com a celebração do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Com o intuito de divulgar o início da Etapa 2 do PBH, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o PNUD participaram da maior feira de poliuretano da América Latina, a Feiplar Composites & Feipur, com um estande informativo, além de cinco apresentações durante os painéis setoriais, que alcançou cerca de 300 visitantes e especialistas. Também foram realizadas diversas reuniões com as empresas do setor de espumas de PU que farão suas conversões a partir de 2017.

O ano de 2016 foi também de muito trabalho para implementação da Etapa 1 do PBH. Várias empresas do setor, dos seguimentos de pele integral, espuma flexível moldada e PU rígido, finalizaram suas conversões. Dentre elas destacam-se as casas de sistema, que, além de finalizar suas conversões, vêm também tendo um papel de fundamental importância no processo de conversão das empresas de pequeno e médio portes. No total, já foram convertidas cerca de 250 empresas do setor.

No setor de serviços em refrigeração e ar condicionado, foram realizados 442 cursos, capacitando, no total, 5.706 técnicos e multiplicadores. Os cursos abordaram treinamentos para refrigeração comercial e ar condicionado.
Para debater temas relacionados à sustentabilidade e à eliminação dos HCFCs no setor de refrigeração, a equipe de implementação do Protocolo de Montreal no Brasil também participou de grandes eventos nacionais, como a Convenção ABRAS 2016.

Uma das áreas que mais experimentou avanços tecnológicos foi a de controles digitais.

Os controladores digitais têm a função de gerenciar e controlar o ciclo de refrigeração, tanto para processo como para conforto, com o objetivo de manter uma temperatura estável, com o máximo de eficiência do sistema. E embora a lógica seja a mesma, a de controlar e gerenciar, as aplicações na climatização, na refrigeração comercial e industrial se diferenciam por meio das variáveis.

“Os controladores digitais são responsáveis por controlar as variáveis desejadas como temperatura, umidade, pressão, CO2, etc. Os controladores programáveis permitem, além de controlar variáveis ambientais, fazer lógicas para automatizar processos. Essas lógicas são utilizadas para realizar tarefas como desligar um compressor em caso de falha de um ventilador, acionar uma bomba reserva quando a bomba operante entra em falha, ou simplesmente acender uma lâmpada quando alguém entra em uma sala. De um modo geral, os controladores digitais são projetados para otimizar e automatizar processos”, explica João Paulo Gomes Botelho, gerente de contas Building Automation da Honeywell.

Controladores digitais melhoram o desempenho dos sistemas

Carolina Sabato, do depto. comercial da Actua Controls, acrescenta que um sistema de automação com controladores digitais permite um melhor controle e desempenho dos sistemas por diversos motivos, garantindo melhor nível de segurança, conforto e economia – desde que os custos de operação e manutenção com o sistema sejam menores do que os benefícios providos pelo mesmo.

“Os controladores digitais tem por função controlar partida dos equipamentos, gerenciamento de falhas, modulação de dispositivos e monitoramento através de estratégias que permitam melhor operação e desempenho do sistema. Os sistemas abertos tendem a favorecer esta relação se comparados com sistemas fechados com maior custo durante o ciclo de vida”, diz Carolina.

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