Mantenedores

   
Home Notícias Tipos de Fluídos Aumenta preocupação ambiental com fluídos em sistemas de refrigeração
Aumenta preocupação ambiental com fluídos em sistemas de refrigeração PDF Imprimir E-mail

Assunto foi tema de palestra realizada na sede da ASBRAV

A combinação de uma rígida legislação com tendências cada vez maiores de preocupação ambiental nas empresas está impulsionando o trabalho de substituição de gases nocivos ao meio ambiente presentes em sistemas de refrigeração e aparelhos de ar condicionado.

A preocupação maior é com a agressão à camada de ozônio. Alguns fluídos refrigerantes podem prejudicar o planeta e devem ser trocados, como determinam normas do governo brasileiro. A legislação limita a importação dos HCFCs - hidroclorofluorcarbonos - que causam impacto no meio ambiente. O R-22 é um dos gases frigoríficos mais utilizados e agrava o efeito estufa. Como esse processo de troca é gradual, cerca de 70% do mercado ainda o utiliza. A opção é a troca deste produto para o R-410-A. Além de não poluir, gera uma grande economia de energia, o que é favorável para as empresas. Segundo a engenheira de materiais da Dupont, Ana Beatriz Nascimento, a maioria das indústrias já possui essa visão.

- Percebemos uma preocupação muito maior com empresas que são filiais dos Estados Unidos ou Europa. Como a legislação para os países desenvolvidos é diferente, as multinacionais acabam seguindo a matriz - diz.

Mecânicos, instaladores, técnicos e gerentes ou supervisores de empresas receberam orientações durante evento realizado na noite da última quarta-feira (26) na sede da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV).

Para a engenheira, as empresas multinacionais são pioneiras e outras menores nacionais vão seguindo o exemplo. Além da preocupação ambiental, o provável é que todas as organizações acabem seguindo o mesmo caminho porque no futuro não haverá mais os produtos nocivos disponíveis.

Além do R-22, o R-502, R-11, R-12 e R-500 devem ser substituídos. As normas impostas para a redução dos gases prejudiciais serão ainda mais exigentes até 2013. O objetivo é limitar a emissão do gás CFC, um dos responsáveis pela degradação da camada de ozônio, que está presente nos fluídos cuja substituição está sendo buscada.